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Riscos de fios soltos em postes são debatidos na Câmara Municipal; empresário cobra regulamentação de lei
Francisco Vilar Marcondes, presidente da Rede Limpa, alertou vereadores sobre os perigos da fiação ociosa e cobrou ação conjunta da prefeitura e da Energisa para evitar tragédias.
Os riscos oferecidos pelo excesso de fios nos postes e até alguns soltos em vias públicas foram abordados na Tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande, durante a sessão ordinária desta quinta-feira, dia 7 de maio de 2026, pelo técnico de informática Francisco Vilar Marcondes, presidente da Rede Limpa.
Vereadores cobraram a regulamentação da Lei Municipal 348/2019, de autoria do vereador André Salineiro, que obriga a concessionária do serviço público de distribuição de energia elétrica, além de empresas de telefonia e internet, a removerem fios que não estão sendo utilizados.
“Queremos tirar fio morto das vias públicas. Estamos falando de riscos de tragédias.”
— Francisco Vilar Marcondes, presidente da Rede LimpaMarcondes recordou que pouca coisa avançou nos últimos anos. Hoje, a empresa possui parceria apenas com uma operadora, o que é insuficiente para atingir o objetivo. Durante a sessão, ele exibiu notícias sobre acidentes que ocorreram em decorrência de fios soltos nas vias, reforçando a urgência do tema.
“Precisamos da prefeitura e Energisa como parceiras”, afirmou o presidente da Rede Limpa.
Mutirão já removeu 15 mil metros de fios
Uma das únicas ações de destaque ocorreu em novembro de 2025, quando um mutirão do Projeto Rede Limpa retirou 15 mil metros de fios irregulares, soltos e clandestinos no Centro de Campo Grande. A operação foi coordenada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos (Agems), em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, concessionária Energisa e empresas de telefonia e internet.
metros de fios removidos
ano da lei não regulamentada
multa por denúncia não solucionada
Vereadores cobram soluções
O vereador André Salineiro, que convidou Marcondes para a fala na Tribuna, cobrou soluções e a aplicabilidade da lei. “O projeto foi sancionado, passou todos os trâmites. Desde 2019, não foi regulamentado. Temos diversas leis importantes que não são regulamentadas”, criticou.
“Vai na prefeitura, a culpa é da Energisa; vai na Energisa, a culpa é da prefeitura. Nós vereadores estamos aqui para fazer leis e elas precisam ser regulamentadas.”
— Vereador André SalineiroO vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, também reforçou a necessidade de regulamentação da lei e da fiscalização pelo Executivo. “A Energisa terceiriza esses postes para as empresas de telefonia, que terceirizam para empresas que fazem instalações. Mas, quando o contrato encerra, não têm obrigatoriedade de recolher os fios”, afirmou.
A Rede Limpa segue à disposição dos gestores públicos para firmar parcerias e executar a remoção segura dos cabos ociosos, em conformidade com a Lei 348/2019. O serviço pode ser viabilizado sem custos diretos para o município, por meio de rateio entre as operadoras.